Sobre Luiza Jesus do Prado

Luiza Jesus do Prado, também conhecida como MAVRA (anteriormente Hifa Cybe, Poteh Pehuono e Luiza Prado), é uma artista transdisciplinar e pesquisadora brasileira. Seu trabalho articula arte, ciência e tecnologia para investigar memória, saúde mental e trauma, explorando fotografia expandida, som e performance. Suas práticas corporais dialogam com ritual, gênero e processos de cura decolonial.
- Pessoa com deficiência (PcD) com dupla excepcionalidade: autismo com nível 2 de suporte e altas habilidades/superdotação (AH/SD).
- Pessoa trans; agênero, não binária e bissexual/pansexual.

01 — Pesquisa científica
Luiza Jesus do Prado é uma pesquisadora multidisciplinar nas áreas das Ciências Biomédicas, com foco em Biofísica, Semiótica, Neurociência e Psicobiologia. Com formação acadêmica em Multimídia, Fotografia e Ciências Biomédicas, desenvolve pesquisas na interseção entre Saúde Mental, Saúde Pública e Artes. Atualmente é candidata à pós-graduação em Psicopatologia e Saúde Pública na Santa Casa e possui certificações de instituições como Harvard, Johns Hopkins, HCFMUSP e Bayreuth em áreas como Neurogenética, Neuroimagem por ressonância magnética funcional (fMRI), Análise de Dados Genômicos e Biofabricação.
Seus interesses abrangem Genética, Biologia Molecular, Farmacologia, Tecnologias em Saúde, Imunologia, Toxicologia e Práticas Integrativas e Complementares em Saúde. Explora metodologias experimentais e transdisciplinares que articulam Ciência e Arte para criar abordagens acessíveis e não burocráticas de cuidado em saúde mental e redução de danos. Prado também realiza estudos paralelos em campos como Micologia, Física Nuclear, Antropologia, Acústica, Teoria Ondulatória e Filosofia.
Memória como matéria
02 — Declaração pessoal
Defino minha prática como transdisciplinar, orientada pela integração e pela busca de sentido na interseção entre arte e ciência. Em um horizonte aberto e indeterminado, esses campos convergem, se organizam e se fundem, mantendo o corpo como agente central, transitando entre escalas macro e micro e entre o público e o privado.
O corpo se torna essencial em uma estética moldada por rituais ancestrais e sistemas simbólicos, permanecendo em contato direto com os materiais que registra e com substâncias que provocam negação, desconforto ou repulsa. Essa abordagem constitui um mecanismo para desenvolver uma estética alternativa, visceral, marginalizada e expandida, frequentemente orgânica, processada em plataformas tradicionais e técnicas. Fluidos, sangue, resíduos, oxidação, putrefação e reciclagem operam como processos temporais e materiais no trabalho.
Temas como sexualidade e gênero, decolonização, realidades periféricas, desconstrução de privilégios, sincretismo, ancestralidade indígena, política, memória e saúde mental atravessam minha prática, emergindo diretamente da minha biografia. O que começou como um processo de autoconhecimento se ampliou em uma necessidade ética de ser útil, de colocar meu corpo em um estado político de disponibilidade. Assim como a loucura, a arte não foi uma escolha, mas uma necessidade, uma forma de resistência e libertação e um método de reprocessar a experiência por múltiplas perspectivas, sem limites para o desenvolvimento, o questionamento ou a inclusão.
Poética
Sua pesquisa científica parte de questões sobre a consolidação e a recuperação da memória por meio do reprocessamento fotográfico, da decompilação de imagens e de sons gerados a partir de dados visuais. Esses processos investigam a memória como instável, fragmentada, estratificada e em constante reescrita.
Sua prática artística se funde com a pesquisa científica, funcionando como um laboratório vivo em que a arte materializa, traduz e desestabiliza conceitos científicos. Nesse espaço, a arte se torna uma ferramenta de experimentação, reflexão e democratização de métodos tradicionalmente restritos ao tratamento psicológico clínico ou acadêmico, abrindo-os a discursos sensoriais e culturais mais amplos.
Sua pesquisa se concentra nas respostas neurofisiológicas a estímulos sensoriais, especialmente som e imagem, examinando sua construção, distorção e reações físicas e químicas no cérebro humano. Essas investigações abrangem o reprocessamento fotográfico, a decodificação de sistemas de comunicação, a decompilação de imagens, efeitos visuais induzidos por agentes químicos, como os associados à psilocibina e recriados por processos artísticos, e a performance como dispositivo central de dessensibilização do trauma.
Desenvolvida por uma metodologia transdisciplinar, sua prática atua na interseção entre semiótica, neurociência e psicobiologia, dialogando com bioquímica, física, genética, farmacologia e ciência de dados. Esse ambiente híbrido sustenta um campo de pesquisa em que investigação científica e experiência artística coexistem, se influenciam e se expandem mutuamente.
Resumo científico
Pesquisadora multidisciplinar com foco em Biofísica, Semiótica, Neurociência e Psicobiologia. Formação acadêmica em Multimídia, Fotografia e Ciências Biomédicas; pós-graduanda em Psicopatologia e Saúde Pública na Santa Casa, com certificações de Harvard, Johns Hopkins, HCFMUSP e Bayreuth em Neurogenética, Neuroimagem por fMRI, Análise de Dados Genômicos e Biofabricação.
Resumo artístico
Fotografia expandida, som e performance que articulam ritual, gênero e cura decolonial. Participou de exposições no PST: LA/LA (EUA), na Bienal de Casablanca (Marrocos) e na Bienal de Fotografia e Vídeo de Xangai, com obras no MAC Bogotá.
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03 — Declaração
Descolonizar

Saúde mental
Camadas emocionais, espirituais e sociopolíticas reunidas — a arte como protocolo acessível e não burocrático para o cuidado, a redução de danos e a memória.