
Introdução
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Nesta videoinstalação em formato de uma longa faixa vertical, uma mulher e um homem, vestidos do elemento água, afundam lentamente nas águas do oceano até desaparecerem no fundo.
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Texto da artista
Nesta videoinstalação em formato de uma longa faixa vertical, uma mulher e um homem, vestidos do elemento água, afundam lentamente nas águas do oceano até desaparecerem no fundo.
A obra convida o espectador a refletir sobre a correlação entre mergulhar na água e mergulhar no inconsciente, explorando as camadas ocultas da psique humana e confrontando seus próprios abismos interiores.
01 — Texto
A água, elemento fundamental para a vida, evoca a ideia de retorno às nossas raízes primordiais. As profundezas oceânicas sugerem uma jornada solitária de introspecção, um desejo de escapar do mundo contemporâneo caótico e bélico. O ato de afundar na água pode ser interpretado como a busca por um mundo livre de tensões. O oceano, como um refúgio silencioso, torna-se um lugar onde parece possível suspender o tempo e acalmar a mente.
Asfixia ou liberdade? Paz ou passividade? Profundo ou estreito? Feérico ou fóbico? Oceano ou inconsciente? Água ou mágoas? Leveza ou dureza? A obra é um convite a confrontar os próprios “monstros das profundezas” e a refletir sobre a correlação entre o mergulho nas águas - a origem da vida - e as camadas ocultas da psique humana.
02 — Texto
Esta obra foi desenvolvida em conjunto com o artista visual e performer Maurizio Mancioli. Maurizio Mancioli é um artista visual ítalo-suíço radicado em São Paulo, Brasil. Sua produção abrange fotografia, pintura, desenho, vídeo e performance. Como reflexo de sua própria natureza, suas obras investigam estados de isolamento, memória, assim como realidade e ficção.
Esta obra foi desenvolvida no Acquabox, que é, ao mesmo tempo, uma obra-prima de design e um dispositivo terapêutico de Maurizio Mancioli.

