
Introdução
/ 01 — 2024
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Jardim de Sonhos e Pesadelos, Situado Entre o Tear e a Colheita se desdobra na pesquisa contínua da artista sobre a memória como território simbólico situado entre o tecer e o colher. O projeto estabelece um campo de int
© 2024

Texto da artista
Jardim de Sonhos e Pesadelos, Situado Entre o Tear e a Colheita se desdobra na pesquisa contínua da artista sobre a memória como território simbólico situado entre o tecer e o colher. O projeto estabelece um campo de interseção entre imaginação, corpo e ancestralidade, em diálogo com as cosmologias Yanomami e andinas, nas quais o sonhar é concebido como um espaço coletivo de existência e conhecimento.
O tear opera como metáfora da interconexão entre mundos, gestos e experiências, enquanto a colheita evoca o retorno das ações ao corpo e à comunidade. O jardim torna-se um ambiente híbrido onde a memória germina e se transforma, entrelaçando dimensões sensoriais, afetivas e materiais.
01 — Texto
As pinturas são superfícies táteis, criadas por meio de camadas de látex e encáustica, materiais que evocam a pele e a fisicalidade do corpo em performance. Por meio desse processo, a artista transpõe os gestos e a presença da performance para o campo pictórico, permitindo que o corpo persista na obra como vestígio, textura e temperatura. A qualidade tátil também remete a dimensões coletivas e de cura, nas quais o toque opera tanto como meio de conexão quanto como lugar de transformação.
Em ressonância com perspectivas neurocientíficas, o sonhar é entendido aqui como um processo de consolidação da memória e reorganização sináptica. O cérebro funciona como um tear simbólico, tecendo emoções e experiências passadas em narrativas que conjugam verdade, delírio e ancestralidade. Nessa trama, o jardim torna-se um espaço onde memória, matéria e cura se entrelaçam.













