Tríplice

Introdução
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Tríplice

_O nome “Triplice” surge de uma convergência de experiências em busca de conhecimento e de_

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As mãos de uma pessoa, com as unhas pintadas de vermelho, estão cruzadas e apoiadas em um portão de ferro ornamentado diante de uma porta de madeira vermelha desgastada pelo tempo.

Texto da artista

_O nome “Triplice” surge de uma convergência de experiências em busca de conhecimento e de_

_uma reflexão sobre conceitos míticos em uma sociedade contemporânea._

01 — Texto

O nome Triplice tem origem na “Deusa Tríplice”, uma deusa pagã que representa a trindade e uma sociedade matriarcal. Ela é a polaridade feminina de um todo por meio dos arquétipos: Anciã, Mãe e Donzela, também caracterizados pelas três fases visíveis da lua. Essa ideia é trazida para um nível micro e intrassubjetivo: mental, emocional e espiritual, e para outro nível, macro e intersubjetivo: social, político e histórico.

A Deusa Tríplice não governa o mundo, pois ela é o próprio fundamento de sua origem. Ela é criação, manutenção e destruição.

02 — Texto

A vida e a sexualidade emergem com a primavera, como a lua nova ainda não iluminada pelo sol, ainda intocada pelas expectativas culturais ligadas a conceitos patriarcais.

A essência natural do feminino reside naquilo que valoriza, não em ser valorizado pelo que é, pois possui plena liberdade de escolha para se definir. Sua escolha torna-se a definição que permanece imaculada, ao optar pelo segredo, o segredo de ser.

03 — Texto

Frequentemente representada por uma virgem, não pela abstinência sexual, mas pela liberdade de preencher-se de si mesma, e não do outro.

A lua cheia iluminada pelo sol, o verão quente e fértil, a guerreira, amante, criadora, também simbolizada pela natureza, pela criação e pela dádiva da vida.

04 — Texto

Contraditória nos tempos atuais, a mãe é aquela que cuida, seja no interior ou no exterior do espírito, sem se limitar a uma imagem humana. Mesmo ao recorrer a signos humanos como o cordão umbilical, que pode ser entendido como um vínculo, ela é aquela que não nos impõe permanecer atados como condição de pertencimento. Como a vida é feita de relações, a doação é necessária para que qualquer ato aconteça. Seja qual for a intenção, é preciso deixar uma parte de si.

“O ato da avó conselheira que tece um manto é como a tessitura da vida, cujo manto não será seu, mas de quem vier depois.”

05 — Texto

A lua minguante perde seu brilho, mas já refletiu tudo o que o sol poderia oferecer.

Equilíbrio, conhecimento e sabedoria completam a tríade que se personifica, pois já foi Donzela e Mãe. É o inverno, que, embora seja uma passagem fria, pode ser acolhedor se soubermos acender o fogo. Vivemos o fim de nosso processo de autoconhecimento, de amadurecimento psíquico, do processo de individuação, o que torna essa fase difícil. É o fim de um ciclo e pode ser representado pela transformação ou pela renovação, em vez da morte entendida como um fim.

06 — Texto

Cultos à Deusa Tríplice, especificamente à Deusa Mãe, eram comuns desde os primórdios da espécie humana, nos períodos Paleolítico e Neolítico. Em teoria, foi essa a fase que deu início à veneração de deusas e deuses, cujos cultos se expandiram por diversas civilizações.

Com a ascensão do teocentrismo, essa veneração tornou-se uma ameaça, dando origem a perseguições como as dos tribunais da Inquisição.

07 — Texto

O politeísmo era uma ameaça em uma sociedade patriarcal estruturada por uma organização sexual e hierárquica. Essa sociedade se sustentava pela dominação masculina tanto na esfera privada quanto na pública, erguida sobre um modelo masculino de dominação e virilidade. Ainda mais ameaçadora a esse modelo era a veneração de deusas, pois implicava pluralidade, um tema transversal e enriquecedor. No entanto, dentro de uma construção social centralizada, o desenvolvimento e a experiência psíquica e humana se tornariam problemáticos, pois não haveria espaço para uma hierarquia rígida e viveríamos, em seu lugar, em um sistema cooperativo e autogerido.

A Triplice é um arquétipo da psique feminina, figurativamente uma ideologia que se opõe ao culto à desinformação e às crenças e aos signos historicamente impostos ao feminino como produto. Nossa Triplice vive um momento de transição ao analisar o macrocontexto histórico em que nos foi tirado o poder de agir em uma sociedade que acredita que poder é posse. Na realidade, quanto maior a igualdade, maior o empoderamento, o que nos devolve ao simbolismo primordial de deuses e deusas que, no paganismo, eram o fundamento da criação, e não simplesmente líderes.

08 — Texto

Somos Donzelas, Mães e Anciãs. Nós, o feminino, que existimos nesta guerra silenciosa.

Vivemos uma mitologia contemporânea dentro de um sistema que nos condicionou a formas inerentes e involuntárias de culto. Mas quem é a Deusa feminina dessa mitologia?

Tríplice
Uma mulher com os seios à mostra e uma coroa de flores está sentada de costas sobre uma porta aberta de banheiro, com a cabeça pendendo para baixo e as mãos no chão, em um cômodo escuro com grandes janelas abertas e piso de tijolos.
Uma mulher com maquiagem que simula lágrimas escorrendo pelo rosto, vestindo uma blusa vermelho-escura e joias, em um ambiente pouco iluminado.
A imagem mostra as pernas de uma pessoa com vários cortes recentes e ensanguentados nos joelhos, de pé sobre um piso gasto e sujo, perto de uma parede danificada com partes da pintura expostas.
Pessoa segurando um tecido de renda vermelha ou uma toalha sobre a borda de uma banheira.
Uma pessoa sentada no chão de um prédio abandonado e pouco iluminado, apoiada em um carrinho de bebê diante de uma parede grafitada.
Uma menina de pé ao ar livre, à noite, sob uma luminária ornamental fixada a uma parede.
Uma imagem abstrata e desfocada, com padrões em espiral e um vestígio de paisagem ou textura no centro, sobre fundo escuro.
Uma fotografia em preto e branco de uma pessoa sentada sob uma árvore, cercada por outras árvores em um ambiente ao ar livre envolto em névoa ou neblina.
Uma mulher ruiva, vestindo roupas pretas e sapatos de salto alto, está agachada perto de grandes máquinas industriais verdes, no interior de uma fábrica ou galpão pouco iluminado, com pé-direito alto e janelas altas.
Uma mulher de cabelos escuros e maquiada está parcialmente encoberta por um tecido escuro de trama aberta, sobre o qual há pétalas de flores vermelhas e amarelas.
Uma mulher nua agachada no chão, em um ambiente escuro e rústico, com uma escada de madeira atrás dela.
Uma mulher sentada em um cavalo de carrossel, dentro de um parque de diversões ou salão de jogos pouco iluminado, com os cavalos e a estrutura do carrossel visíveis ao redor.
Uma mulher de cabelos escuros e ondulados, vestindo um casaco de veludo verde-escuro sobre uma camisa branca e um colar turquesa, está de pé, com a cabeça baixa e os olhos fechados, diante de um fundo de madeira.
Uma mulher de cabelos escuros e maquiagem escura, usando lingerie de renda preta, está deitada em um ambiente pouco iluminado e envolto em sombras.
Detalhe da mão de um recém-nascido segurando o dedo de uma pessoa adulta, com sangue e um cordão umbilical visíveis.
Uma jovem loira de vestido preto, descalça entre duas colunas de pedra em um jardim com árvores e arbustos, olhando para cima.
Uma mulher loira, vestindo um vestido de renda preta, está de pé com a cabeça inclinada para trás diante de um grande espelho com moldura de madeira ornamentada, em um cômodo pouco iluminado, com um lustre e uma pintura na parede.
Uma mulher de cabelos longos, vestindo uma camisola hospitalar branca, está sentada no chão de um prédio escuro e abandonado, com a cabeça apoiada em uma cadeira de rodas dobrada ao seu lado.
Uma mulher de cabelos pretos e longos posando ao ar livre entre folhagens, com a luz do sol filtrada pelas árvores.
Uma pessoa usando capa vermelha e máscara, sentada no chão diante de uma árvore em um parque ou área arborizada.
Uma pessoa nua com o corpo curvado e um braço estendido para cima, ao ar livre, perto de árvores e da água.
Pessoa fotografando ou filmando com uma câmera em um ambiente natural ao ar livre, cercada por árvores e galhos.
Uma mulher amarrada a uma árvore em uma floresta, retratada em duas imagens separadas. Na primeira, ela está recostada na árvore, com o rosto inclinado para cima. Na segunda, está de pé, de costas para a câmera, entre árvores e capim alto.
Uma garota de vestido e salto alto, de pé junto a uma grande janela, olhando para um prédio com varandas amarelas e cinzas do lado de fora.
Uma mulher de cabelos ruivos e curtos olhando para cima enquanto ajusta um espelho com moldura dourada ornamentada em uma parede verde-azulada.
Detalhe de uma mão ferida, com cortes e sangue, apoiada sobre um tecido estampado.
Uma mulher de vestido vermelho longo atravessando uma porta e entrando em um cômodo pouco iluminado.
Uma mulher ruiva está sentada a uma mesa de madeira repleta de objetos, com a cabeça apoiada em um braço enquanto segura, com a outra mão, um lustre de latão com uma figura de mulher. Ao fundo, vê-se uma mistura eclética de móveis e objetos decorativos.
Uma mulher deitada no chão, segurando um espelho, cercada por folhas e cacos de vidro.
Uma mulher de vestido de renda deitada no chão, olhando para um grande espelho redondo que reflete seu rosto e sua mão, com detritos espalhados ao redor.
Uma fotografia em preto e branco de uma mulher de cabelos molhados, com o rosto de perfil, emoldurado por duas mãos que se estendem em sua direção, uma de cima e outra de baixo.
Uma mulher de cabelos longos e vestido branco está sentada em uma cadeira no meio de uma rua vazia, inclinando-se para recolher folhas caídas. Um copo de leite e uma bandeja se equilibram sobre suas costas.
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