Corpo
Ação ao vivo, performance, teatro — Luiza Jesus do Prado.

O que é a loucura?
2025Quatro obras que leem o que pesa sobre a saúde mental em cada lugar do mundo e o traduzem em imagem, luz e som.

Entidades
Filme — 2023O projeto Entidades explora a relação entre corpo, memória e espiritualidade a partir do encontro com entidades enraizadas nas cosmologias brasileiras, particularmente aquelas de matrizes africanas e indígenas. A performance se desdobra como um ritual contemporâneo no qual o corpo opera como lugar de inscrição e reativação da memória, tanto individual quanto coletiva, herdada, transmitida e transformada ao longo do tempo.

Entidades #2 — Irid Duo
Filme — —
Butoh Caipira
Filme — 2023—Nas sombras deste corpo, ressoam as ladainhas das festas de santos, o eco dos tambores, o murmúrio das rezas interrompido pelo ranger das canoas. Sua pele guarda o toque de quem cura, seus pés descalços seguem o ritmo das promessas pagas com velas e fitas. Ele carrega o peso de ex-votos invisíveis, de memórias dissolvidas no tempo.

Animalia
Filme — —
Corpo Estranho
Filme — 2012Corpo Estranho”, em inglês Weird Body, foi uma performance realizada em 2012 sobre : sexualidade - especificamente abuso sexual - teoria queer e apagamento do corpo nas esferas social e cultural, mencionando especificamente caminhantes e profissionais do sexo por sua experiência pessoal nesses dois meios.

Devir
Filme — —A serpente, com sua renovação e seu trânsito entre mundos, reflete a trajetória de identidades que desafiam as normas de gênero e sexualidade. Oxumarê, orixá do arco-íris e da dualidade, simboliza a fluidez de gênero e a transformação constante desses corpos, que equilibram opostos e resistem às imposições sociais. A obra celebra a força criadora da transformação, revelando como esses corpos habitam o movimento e transcendem limites simbólicos.

Fetiche
Filme — —Menu: Ceviche, Sancocho, Pamonha, Café, Bolo de Fubá (pastel de harina de maíz) y Feijoada

Fungi
Filme — —
Sinto Sua Falta
Filme — —A devastação do feminino começa em sua energia vital, em busca de "poder", e é dessas relações de poder e de ausência, tecidas por mulheres que já partiram, em luta, que esta performance fala. Um círculo de fogo evoca rituais pagãos, mas também a queima de mulheres durante a Inquisição. Natureza, energia vital, em chamas, um corpo feminino em meio ao círculo de fogo, vestindo roupa social e uma faixa e coroa de Miss, "o lugar de aceitação do feminino, não o lugar onde eu queria estar." Os dizeres; "SINTO SUA FALTA" e a posição em que deuses posam em suas pinturas, estatuetas, símbolos, e, na mão, uma ferida semelhante a uma vagina.

O Estado (Performance) & Castração (Objeto)
Filme — —A tatuagem foi feita no eixo central, propositalmente para provocar tensão na coluna vertebral e no sistema nervoso periférico.

Pai, afasta de mim esse cálice
Filme — —Para esta performance, contei com pelo menos 10 homens, e o ato consistiria em me colocar na posição da crucificação, mas sem a cruz, pois ela nos remete à figura masculina e eu queria que a figura feminina fosse o centro da ação. Nesta ação, sou o espelho e me disponho a sofrer essa humilhação, tornando-a possível, e um grupo de homens enfileirados deve urinar nos meus pés, um de cada vez.

Pudor
Filme — —_Pudor_ é uma videoperformance que investiga os mecanismos pelos quais a sexualidade pode ser silenciada, regulada e negada em contextos religiosos rígidos. A obra se concentra na experiência de ter a própria subjetividade sexual suprimida por uma comunidade estruturada em torno da contenção moral e do dogma espiritual.

Resistencia
Filme — —A tatuagem foi feita no eixo central, propositalmente para provocar tensão na coluna vertebral e no sistema nervoso periférico.

Rosa dos Ventos
—O Pintor
Filme — 1988Trata-se da questão de gênero na arte (no mercado e na história da arte), especificamente da predominância de homens cisgênero. A reflexão parte, por exemplo, da obra “As vantagens de ser uma artista mulher (1988/2017)”, de Guerrila Girls, exibida no MASP em 2017, que aborda o contraste entre o pequeno número de artistas mulheres, não bináries, trans e queer e o grande número de corpos femininos nus na exposição do acervo do Metropolitan Museum of New York (5% e 85% em 1989, 4% e 76% em 2012) e no MASP (6% e 60% em 2017). Na performance, o ato constante e repetitivo evoca um ato sexual em sua forma falocêntrica, simbolizando a persistente dominação cultural dos homens cisgênero no mundo da arte — tanto historicamente quanto no mercado. A tela representa o feminino, o queer e o não binário; sua brancura sugere uma tentativa de apagamento dessas identidades. O ato de rasgar a tela torna-se um gesto de violação contínua, uma metáfora de como esses corpos e narrativas são repetidamente invadidos, silenciados ou sobrescritos.

Sem Rostos
—_Pudor_ é uma videoperformance que investiga os mecanismos pelos quais a sexualidade pode ser silenciada, regulada e negada em contextos religiosos rígidos. A obra se concentra na experiência de ter a própria subjetividade sexual suprimida por uma comunidade estruturada em torno da contenção moral e do dogma espiritual.

Tenro
Filme — —Tenro - Performance - Luiza Prado - YouTube

Téias Desconexas
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N'altura dos Olhos
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A Deriva de Édipo
2013Esta performance foi baseada no Discurso da Servidão Voluntária, de Étienne de La Boétie. O nome “A Deriva de Édipo” evoca Édipo, personagem da mitologia grega. A performance retrata uma sociedade que, ao mesmo tempo que beira a tirania, transforma-se nela, pois se alimenta daquilo que a mata. Os fios simbolizam a inconsciência de não desejar a liberdade, mas seu aprisionamento é apenas aparente, simbolizando a falta de uma estrutura argumentativa. “Não, as massas não foram enganadas; elas desejaram o fascismo em certos momentos, sob certas circunstâncias, e é isso que precisa de uma explicação, essa perversidade do desejo coletivo.” Reich citado por Félix Guattari em O Anti-Édipo. A apresentação ao vivo aconteceu no SYNNFEST – Festival de Artes Alternativas, em São Paulo/Brasil, em 2013.

Psicopompo - O Pássaro Agoniza
—Psicopompo é uma palavra que se origina do grego psychopompós, junção de psyche (alma) e pompós (guia), e designa uma entidade cuja função é guiar ou conduzir a percepção de um ser humano entre dois ou mais acontecimentos significativos. Guia interior, o psicopompo pode ser de natureza humana, (Ariadne), animal (coelho, de Alice no País das Maravilhas) ou espiritual (Hermes, Daimon). Arquétipo presente na maioria dos registros mitológicos, sonhos, filmes e contos populares, surge espontaneamente e assume a tarefa de revelar um símbolo ou sentido orientador, necessário à continuidade da trajetória individual de quem o encontra. Segundo o Dicionário Crítico de Análise Junguiana: “A figura que guia a alma em ocasiões de iniciação e transição: uma função tradicionalmente atribuída a Hermes no mito grego, pois ele, além de mensageiro dos deuses, era o deus que acompanhava as almas dos mortos, podendo transitar entre polaridades (não apenas morte e vida, mas também noite e dia, céu e terra)

E, dai?
Filme — 2019O Brasil vive há muito tempo uma crise política, que se intensificou com a pandemia de Covid-19. Em janeiro de 2019, Jair Messias Bolsonaro foi eleito, em um cenário de arbitrariedade política; desde então, seu governo tem sido controverso, flertando com o fascismo e a necropolítica.

Estender
Filme — —
Indi-Gestão
Filme — —Nesta performance, a artista ingere seu próprio título de eleitor. O ato transforma um documento burocrático em matéria orgânica, deslocando-o do domínio da identidade institucional para o do corpo.

O Estado Corpo
Filme — —Este projeto satiriza e leva ao absurdo a interferência do Estado em nossa autonomia sobre nossos corpos e nossa sexualidade. Utilizamos a doação do corpo para a necrofilia como uma performance póstuma; nessa narrativa, o necrófilo é o Estado.

Feto
Filme — —A performance desloca a origem. Inverte. Propõe um ciclo não linear em que o futuro molda o passado. A cápsula torna-se um espaço de transição entre o mundo exterior (já saturado, hiperestimulado) e outro tempo, de escuta, de reconfiguração.

Mergulho
Filme — —Nesta videoinstalação em formato de uma longa faixa vertical, uma mulher e um homem, vestidos do elemento água, afundam lentamente nas águas do oceano até desaparecerem no fundo.

Profano
—Fotoperformance criada em colaboração com o artista Abitante e com fotografia de Ludmila Russo.